Também não convém forçar as palavras desse tanto
Para que se encaixem
Sem aviso de "frágil!"
Que papelão!
e caibam numa fila
sem hipérbatos subversivos!
e para que homens se perpetuem a e i o u
Tanto esforço!
Enquanto perece a conversinha na boca da vila.
É um Deus nosso propósito?
Somos alterofilistas do peso da palavra?
Medo nosso que estás no céu
- um súdito de nosso ego!
Tudo que quero infringindo a poesia
é falar sobre mim pra dizer que digo tudo isso sem moral alguma.
É como receber um telegrama entre um e outro verso!
É possível deixar as palavras mais soltas do que nossos pit cães que passeiam conosco dando o ar na praça.
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