quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

 Também não convém forçar as palavras desse tanto 

Para que se encaixem

Sem aviso de "frágil!" 

Que papelão!

e caibam numa fila

sem hipérbatos subversivos!

e para que homens se perpetuem a e i o u 

Tanto esforço!

Enquanto perece a conversinha na boca da vila. 

 É um Deus nosso propósito?

Somos alterofilistas do peso da palavra?

Medo nosso que estás no céu

- um súdito de nosso ego!

Tudo que quero infringindo a poesia

é falar sobre mim pra dizer que digo tudo isso sem moral alguma.

É como receber um telegrama entre um e outro verso! 

É possível deixar as palavras mais soltas do que nossos pit cães que passeiam conosco dando o ar na praça. 

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