Iscas para almas. Realização do projeto de fazer propostas. Quase uma coisa no lugar de tentativas. Lembretes do desapercebido. Refinaria de gritos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
domingo, 27 de novembro de 2016
sábado, 26 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de novembro de 2016
terça-feira, 22 de novembro de 2016
OPINIÃO IMPRÓPRIA
enquanto só vemos a realidade que nos dão pra ruminar, enquanto nosso discernimento só serve à nossa separação, só de estarmos todos sós é feita nossa união. desconfio das cabeças com uma própria opinião quando os pés de quem opina não pisam um próprio chão.
domingo, 20 de novembro de 2016
SENSATEZ
...não era apenas não ter para onde ir por falta de bens ou outros recursos. era não querer fazer mais nada em troca de nada lidando com os homens, nem mesmo com a minha família, eu não queria pedir que me ajudassem, não queria falar com meus irmãos, não queria vender uma casa (já havia não recebido pela venda de uma), não queria lhes vender meu trabalho, não queria ter de lhes cobrar ou mesmo esperar algo em troca, não queria ensiná-los a tocar um violão, não queria assinar um contrato, não queria sonhar com eles, nem lhes dar as mãos, nem mesmo numa cirandinha, nem queria mais lhes dizer o significado de uma palavra, não queria encontrá-los, não queria ajudá-los ou me fazer de ajudante de um mundo melhor; na verdade, eu já não tinha esperança em compartilhar com eles uma música, uma poesia... repreendia-me até mesmo o hábito de imaginá-los, de lhes dar uma informação de rua, de trocar algumas palavras mais... nem sei como eu ainda conseguia lhes dar "bom dia!", bem, acho que assim eles me notavam menos! era por isso que eu escrevia livros, e não cartas: só conseguia acreditar um pouco em gente distante que eu sequer podia imaginar, desconhecida, talvez do futuro ou... talvez as pessoas sensatas tivessem arranjado já algum jeito de cair fora de tudo isso! mesmo que esse jeito fosse a loucura ou a morte! certamente! não havia nem mesmo um endereço de amigo ou de lugar que me admitisse ir, apesar de tanta gente simpática! tudo que eu queria era estar longe deles, mas não havia fuga física, o silêncio de um corpo os inquietava. para manter a distância, havia apenas palavras e dinheiro. talvez eu estivesse doente, mas eu não queria ir ao médico! a doença era tudo que me restava, e eu a chamava de "sensatez".
sábado, 19 de novembro de 2016
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