Iscas para almas. Realização do projeto de fazer propostas. Quase uma coisa no lugar de tentativas. Lembretes do desapercebido. Refinaria de gritos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2025
quinta-feira, 11 de dezembro de 2025
Amamos a chuva? Não inteiramente,
não a caminho do trabalho, mas sim que ela exista e aconteça... Usar guarda-chuvas não contradiz, separa no que amo o que ao momento convém. Amo inteligentemente o que se adequada. Ou amar seria se submeter! Porque o amado não obsta os demais afetos e fazeres necessários à vida... Ao contrário, amar se conjuga!Aprendemos o amor como uma tirania? Digo que amo a chuva. Ora, o que estou consideranso é que sem ela não vivo!, não haveria frutos, flores... E um amor não se veda fechando a janela. Olha, não que ame finalmente frutos ou flores,
meu amor não é exclusivo e uno em forma e coisa. Amo o caminho, amar não pode ser o fim!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
INTROSPECTIVO
Mas não sei onde estacionei o carro porque também vim aqui outros ontens
e na verdade confundi os dias
e não sabia onde estava o hoje
Isso me faça um pouco mais débil!
Penso que seria comum o contrário:
Digo, me aceitariam melhor em confundir o local...
mas em embaralhar os tempos?
Acontece também, se me pedem uma informação na rua, de eu lembrar da placa de um estabelecimento... Sua logo, sua cor...
mas não sei em que rua conjugá-la em minha cabeça...
Não consigo devolvê-la ao bairro em que ela piscava luminosa!
Outras vezes, perco um utensílio não porque esqueci onde coloquei...
Mas porque eu estava em algum verso
e o soltei em alguma emoção que me tomou.
que coisa estranha encontrá-la - óculos! - sobre uma prateleira na sala!
Capaz que estou levando uma encomenda a um dado endereço agora
todavia, ela é que vai me entregar pra uma saudade,
completamente perdido...
O destinatário deve estar
bravo comigo!
terça-feira, 9 de dezembro de 2025
E se você for uma matéria-prima do caos? Se o desespero for seu melhor autor? Talvez não deva tentar fugir dele permanentemente, apenas achar uma folga. Seja ele quem tira de você o melhor possível nesta maturidade. Nesses momentos de sossego, você vive para o descanso de sua bio e psicologia. A paz pode se sugerir justa, o descanso salutar... Mas há uma espécie de contentamento sem a obviedade do riso quando você revisita o que foi capaz de fazer e necessitou de uma quase doença, do sujo, do pior; assim como a flor, do esterco? Percebe que o conforto também obteve de você o enfadonho, o inexpressivo, o bocejo, a monotonia, a paz atroz? Pondere, enquanto há calmaria! E talvez o medo comece a se reverter num entusiasmo anúncio da seara.
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
domingo, 2 de novembro de 2025
sexta-feira, 31 de outubro de 2025
sexta-feira, 4 de julho de 2025
como que do pé caísse
a fruta que houvera mais saborosa
e eu perdesse
não só a polpa na língua,
a vitamina na saúde...
como quem a perdesse antes das mãos
que dirá dentes!
como quem pôs fora o giro do planeta,
as estações, o tempo dos agricultores, inutilizou os maquinários, fez desfeita a generosa natureza
e a inteligência
que semeia e seu respectivo país ...
é assim...
de ainda haver paladar a sua falta,
a minha mágoa.
quinta-feira, 26 de junho de 2025
Os espelhos
O outro de fato é um espelho. E quando esse outro não enxerga a gente bem, a gente começa a se sentir feio. Não adianta mais rebolar diante dele, fazer poses, sorrir, se enfeitar, tomar banho, cortar o cabelo, cantar... Nada nosso tem valor , ele só nos reflete com seu cansaço. É bom quando nos libertamos de nos arrumarmos diante e para aquele que só nos degrada. É bom reencontrar figuras que nos admiram! Não pretenda saber sua aparência real, quem pode entregar a verdade senão um ponto de vista? Aparência é o que temos! E isto depende muito de pra quem aparecemos. O que importa é o bom olhar que têm pra gente os amigos, os queridos, os amores... Eles vão nos curando gradativamente de espelhos que nos diminuíram, não só já não reproduziam nenhuma beleza nossa como, tortos, só nos entregavam uma nossa feiúra.
quarta-feira, 25 de junho de 2025
domingo, 22 de junho de 2025
terça-feira, 17 de junho de 2025
segunda-feira, 19 de maio de 2025
terça-feira, 13 de maio de 2025
terça-feira, 29 de abril de 2025
quando cheguei todo mundo era novidade
hoje eu não tenho um soslaio ao ar livre
nenhum suspeito, espírito, encosto... nada...
...no farfalhar dos verdes...
de noite, do velho grilo ao frêmito novo na mata -
não existo.
"grisalho!" - será crítica este suspiro?
apenas herdo-me de antes num pleno presente esquecido:
"havia dois deuses que ora se beijavam
poucas discutiam...
eu era um menino...
o homem vive um exílio.
terça-feira, 8 de abril de 2025
quarta-feira, 5 de março de 2025
O que ainda vou tirar de mim e para quem tirar?
O que eu quero com o mundo além de esperar por apetite?
O que eu aprendi me faz que ferramenta?
Que fogo acende em mim os homens e suas pedras?
Pra que obra doarei minha alma?
E esta sensibilidade que tudo me coça...
Será que estou alérgico à vida?
Ainda que eu pudesse responder às minhas questões... Ora não as levo muito a sério: Quem irá garantir que sou bom com entrevistas?
A única vantagem de se sentir certo é fugir da dor de se achar errado.
Ter razão! Mas... A razão não vive!
Apenas sentimentos.
É como se a vida fosse um motor e a razão uma chave de fenda que pode de repente propiciar uma manutenção.
Mas ela não faz parte do engenho diretamente.
Saber que 2+2 dá quatro só serve quando operação me entrega saciedade e algum afeto:
como a criança se orgulha ao alegrar os pais como um dez na escola.
Mas tudo que sei agora já não me ajuda muito a continuar.
O mundo não é pequeno, nem grande, apenas desnecessário!
Estou tão só que não cantarei tudo isto!
Tão sem propósito, que nem há do que desisto!
terça-feira, 4 de março de 2025
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025
mais uma lápide
Se eu te escrevesse uma carta, te contaria essas trivialidades: seu filho está só numa casa, cercada por uma chuva... - que há qualquer beleza nisso?! Mas eu não sei! Há qualquer coisa em mim que ache isso bonito! E antes de uma montanha, meus olhos atravessam um embaçado de neblina. Há qualquer coisa que espera, quando chove! Se não fosse inútil, ou se eu fosse um pouco mais maluco, escreveria uma carta, apesar de seu endereço ser a morte. Fico pensando, "a morte" propriamente - como todos a entendem - é o fim absoluto!, mas existem várias mortes mesmo! Isso já até virou clichê. Existem vários fins, vários "eus" que testemunho mortos. Fora os que eu esqueci! Os que eu já não sei mais ser, seja para atender um amigo... Um amigo que deixou de ser porque não sou mais aquele que era amigo dele... Meu pai está morto por completo, minha mãe... Estou em mais da metade do caminho... cada caco meu é uma lápide.
quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025
Também não convém forçar as palavras desse tanto
Para que se encaixem
Sem aviso de "frágil!"
Que papelão!
e caibam numa fila
sem hipérbatos subversivos!
e para que homens se perpetuem a e i o u
Tanto esforço!
Enquanto perece a conversinha na boca da vila.
É um Deus nosso propósito?
Somos alterofilistas do peso da palavra?
Medo nosso que estás no céu
- um súdito de nosso ego!
Tudo que quero infringindo a poesia
é falar sobre mim pra dizer que digo tudo isso sem moral alguma.
É como receber um telegrama entre um e outro verso!
É possível deixar as palavras mais soltas do que nossos pit cães que passeiam conosco dando o ar na praça.
domingo, 16 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025
Passado urgente!
Passado urgente! -
grita meu vão imaginário!
Ostenta em cartaz, o delinquente!
O impossível é necessário...
lunático! perturbado humanista!
Está tudo à beira do lixo!
Meu sonho jamais será terra à vista!
Há tempos que o que têm de melhor é o fim e o mal é o bem de quem não tem - me diz o terrorista.
A amizade não é mais conveniente
Somos usuários demais pra que não nos viole sermos conviventes!
Bem estar?!
Só preciso aceitar o que não posso salvar em mim, nos outros, no mundo!
O mundo, ah o mundo artigo de nostalgia: aquilo que se sofisticou pra algo atrás da vitrine.
O mundo é aquilo que um brechó teria!
É sempre aquilo onde outro vive,
vem lá de longe e do mistério que me prepara o câncer e a comida...
Um escondido que me deflagra ignorante
e em mim semeia desde ontem o fim da vida.
Estou sempre no cume, no observatório...
vítima do vício do ápice!
não dou nem mais um passo, como um preso voluntário que teme um máximo perdido!
Fico aqui no topo:Pra me distrair, aprender e não me ver.
Vivo de frente pro outro, com minhas janelas abertas!
No cume em que dor e alegria são de não ter corpo e não poder além de telespectador e expectativa.
o mundo que posso concretamente é anti-higiênico e me apequena.
Só me nota um indigente...
Eis onde cheguei caminhando em direção ao problema de querer solução;
foi até ver que minhas mãos não dariam
e deslizo impotente os dedos no vidro.
O mundo se tornou algo unidimensional.
Deixou de ser o quintal que colheria
uma fruta...
Me sobra tanto de tato, tudo de olfato e o desperdício da língua!
Oh! primeira namorada que moraria na velha esquina...
Não adianta haver ouvidos!
Que esdrúxulo ter vizinhos!
Pobre geração que não aprendeu a dar valor além de preço!
Que valor terá sua vida?
Por certo, pagarão caro!
O abjeto sujeito através do objeto de vidro
Está da realidade anos luz protegido.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025
não pago para ter, mas pra não ver publicidade
(quem gosta?)um coach a vender
à estupidez prosperidade
um influencer sugere aposta
janela de frente prum mar de app
a prometer facilidade
o mundo às costas
de frente a tela
fecho a janela da realidade
que hardware é essa tal verdade
que novas vontades já não suporta
e ao amor não dá resposta?
pra não dar oportunidade
fecho a porta, ninguém por perto!
e a claridade só nos desgosta
a realidade é só uma fase
de um jogo nazi no mundo aberto
captura na rede o social
em que viver não é preciso
mas navegar é fundamental.
sai do offline e posta!
Içar velas ao virtual!
- eis a proposta!
o ponto com é o ponto final
e na moral do stories
a vida é uma bosta
quando não pode ser suposta
sábado, 25 de janeiro de 2025
- Mas não conheci ninguém que ficasse... - lastimou.
- Condicionar sua alegria a que as coisas fiquem até... seu fim? Ou ao fim do seu desejo? Tê-las ao Bel prazer? Disponiveis e dispensáveis? Pois não! Você também não é eterno! É justo compromissar alguém com isto? É o adequado a se esperar da vida, em que se verifica tão fácil que tudo passa? As frutas têm estações para serem; depois apodrecem, caem, murcham... Dão-se a fomes alheias ou à indiferença de tudo... Ou, muito antes, não vingam as sementes! E há desertos! Enfim, tudo não passa de um ego que espera que as coisas sejam conforme precisa, e se fossem, ele se cansaria e as faria descartáveis.
- Você fala como se o desejo e alegria fossem frutos de uma conclusão racional, como se pudessem ser uma escolha intelectual, e eu me sentenciasse a como e com que serei feliz. Mas, como desejo e me sinto, se trata de algo inato, genético, cultural, necessário, químico, circunstancial e objeto de comparação. Por fim, posso compreender que haja injustiça em meu sofrimento ou felicidade, mas compreender uma injustiça não faz com que seu produto necessariamente se desfaça. Assim também possamos descobrir o que ocasionou uma morte, mas isto não a faz a vida novamente. "Saber" pode ser um contentamento em si, mas não é necessariamente uma ponte pra felicidade, muitas vezes, é contramão. Ou pior: a autodescoberta do ilhado.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2025
segunda-feira, 13 de janeiro de 2025
_Vou pegar tudo que atravessa, colocar tudo num canto: no canto da casa, os objetos; no canto da voz, poemas: um arquipélago desabitado no enorme mar do silêncio. Os versos são eleitos por angústias dissolvidas na ácida fome do belo. Sou um bicho em mim mesmo que precisa de dias em que não há nada a ser feito. Quem me dera "Quem me dera!" não fosse um desejo. Quem me dera! Será preciso desligar o mundo ou não regar alguns pensamentos? Já não suponho no que não sei algum encanto, porque saber é enxugar as coisas das asas que sonhos teriam, é trocar mil delírios por uma tediosa realidade. Caríssimo! Vou pegar tudo que atravessa e vender: vou abrir uma portinha na esquina das hipóteses. Eu mesmo atravessarei mil caminhos até que a vida me liberte num canto.
_Tens um menino novinho, a que chamas filho... mas devemos dançar e sorrir!, porque o mundo vai acabar mesmo! Temos que sorrir, achar um jeito: nem procurar! O mundo vai acabar, tens um filho pequeno, por isso deves sorrir: Imagine a história inteira da humanidade: os bilhões de anos necessários para a vida sem um final feliz!