quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

doeu não saber que horas eram. mas eu era todo sentir a borracha no chinelo. atravessei de volta a avenida, da cozinha. uma escola de samba. entrei sambando na mestre sala. confundido aquilo com a cuca. olhei meu corpo dormindo no sofá, estirado em ser minha mulher. era ela. ali. eu era quem olhava, pensei que era olho, pensei que era o que olhava. isso foram três passos ou mais. que não contei. sei da tv ao meu lado, ali naquela altura. devolta a sacada de novo. de novo o olhar na janela. pra te contar esta história. pouca. e besta.