sexta-feira, 21 de abril de 2017

DE NÃO VÊ-LA

de quase não vê-la e de resto você estar sempre indo embora
estou confeccionando um pijama
em preto e
branco

domingo, 9 de abril de 2017

o que eu sinto é que há um grandíssimo equívoco em acharmos que o melhor a partilharmos é a verdade. tampouco a mentira. mas a arte de fazer sentir, de se deixar sentir... devo toda alegria de minha vida a uma certa sintonia de ilusão que soube montar os cenários, os personagens que são nossas mãos de tocar, de sentir... saber entregar ao nosso corpo as sensações boas. a mania de verdade tem nos roubado isso. é a mania de verdade que divide o mundo, fazendo de todo o resto do mundo uma mentira... há um grande equívoco na verdade como playground... a verdade é apenas um galpão industrial! ela não serve para amar, para gozar, para viver bem! para isto é preciso sonhar, não com o futuro, mas com o presente. sonhar não como quem projeta, mas como quem chega, estar dentro de um sonho, se deixar seduzir por um anjo bom que sussurra deliciosas fantasias em nossos ouvidos! não como quem se ilude, mas como quem enfeita o em torno e a si mesmo talvez! é isto, poder ver tudo de outra maneira, além do que nos queira impor uma verdade monomaníaca.

pensar em morrer é como que consequência de querer pensar no que é certo!

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Pensar é tão cego que tantas vezes não consegue discernir "querer" de poder. Até o pobre "querer" vira "poder" no pensamento.

QUERER E PENSAR.

Não posso pensar o que eu quiser. Não podes pensar o que quiseres. Tampouco podemos querer o que pensamos. A relação entre essas coisas é orgânica. E o organismo é diferente do que aquele que enxergamos bio, etno, psico, sociologicamente... O organismo é circunstancial. Querer é apenas um dos fatores que fazem avaliar. E avaliar afetuosamente. Pensar é apenas uma sombra do que se passa, a silhueta disforme da nossa compreensão projetada atrás de nossos olhos. Quem sabe se a pudéssemos ver, do pensar, a torta imagem, não teríamos por isto tanta vaidade.